Capítulo 1: O Encontro Inesperado
Clara caminhava pelos corredores estreitos do bar clandestino, o ar carregado com o cheiro de uísque e tensão. Seus saltos ecoavam no chão de madeira, cada passo exalando confiança. Ela não era o tipo de mulher que se intimidava fácil; dona de si, com curvas que faziam cabeças virarem e um olhar que cortava como uma lâmina. Vestia um vestido preto colado ao corpo, o tecido abraçando cada linha de sua silhueta como uma segunda pele. Estava ali por negócios, mas o calor que subia por sua espinha dizia que a noite poderia tomar outro rumo.
No canto do bar, encostado no balcão com um copo de bourbon na mão, estava Rafael. Alto, ombros largos, uma presença que dominava o ambiente sem esforço. Seus olhos a encontraram antes mesmo de ela perceber, e um sorriso torto surgiu em seus lábios. 'Ora, ora, quem temos aqui?' ele murmurou, a voz rouca carregada de provocação. Clara parou a poucos passos dele, cruzando os braços, o que só realçou o decote que já deixava pouco para a imaginação.
'Eu não vim aqui pra joguinhos, Rafael. Onde está o que você me prometeu?' perguntou ela, o tom afiado, mas os olhos traçando cada detalhe do rosto dele. Ele deu um gole no bourbon, sem desviar o olhar. 'Relaxa, princesa. Tudo no seu tempo. Mas confessa, você não tá um pouco... curiosa sobre o que mais eu posso oferecer?' Ele se aproximou, o calor de seu corpo quase tocando o dela, o cheiro de sua colônia misturando-se ao ambiente enfumaçado.
Clara riu, um som baixo e perigoso. 'Você acha que pode me distrair com esse papo furado? Eu não sou uma das suas conquistas baratas.' Ela deu um passo à frente, eliminando o espaço entre eles, os lábios a centímetros dos dele. 'Mas se quer jogar, meu bem, é melhor estar pronto pra perder.' Rafael ergueu uma sobrancelha, claramente impressionado. 'Perder? Com você, eu aceito qualquer derrota, desde que seja de joelhos.'
O ar entre eles estava elétrico, cada palavra um desafio, cada olhar uma promessa. Clara sentiu o calor subindo por seu corpo, mas não era o tipo de mulher que cedia fácil. 'Guarda esse charme pra alguém que cai nessa, Rafael. Eu quero o que é meu. Agora.' Ele inclinou a cabeça, o sorriso se alargando. 'E se eu te disser que o que é seu tá bem aqui, esperando você pegar?'
Antes que ela pudesse responder, ele a puxou pela cintura, colando seus corpos. Clara não resistiu, mas seus olhos brilharam com um misto de irritação e desejo. 'Você é um idiota arrogante, sabia?' murmurou ela, a voz baixa, enquanto suas mãos subiam pelo peito dele, sentindo os músculos tensos sob a camisa. 'E você é a mulher mais insuportável que já conheci. Mas, caralho, como eu quero você,' retrucou ele, os olhos escurecendo de desejo.
Eles estavam a um fio de explodir, a tensão sexual tão palpável que parecia sufocar o ambiente. Clara sentiu o corpo dele duro contra o dela, e um calor úmido começou a se formar entre suas pernas. 'Se vai me fazer perder tempo, pelo menos faça valer a pena,' provocou ela, os lábios roçando os dele, o coração acelerado. Rafael soltou um grunhido baixo, as mãos descendo para apertar sua bunda com firmeza. 'Oh, eu vou te mostrar o quanto vale a pena, Clara. Você não vai andar direito amanhã.'
A promessa na voz dele fez o corpo dela tremer de antecipação, e ela sabia que, naquela noite, negócios seriam a última coisa em sua mente.
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