Capítulo 1: O Encontro Ardente
Lisboa estava envolta em uma névoa sedutora naquela noite de outono, as luzes dos candeeiros refletindo nas pedras molhadas da calçada. Mariana, uma advogada de 34 anos, caminhava com passos firmes pelo Bairro Alto, o vestido preto justo delineando cada curva do seu corpo. Ela não era mulher de se curvar a ninguém, mas naquela noite, algo no ar a deixava inquieta, como se o desejo pulsasse nas suas veias.
No bar escondido onde entrou, o cheiro de gin e cigarros pairava no ar. Sentou-se no balcão, pedindo um copo de vinho tinto, quando seus olhos cruzaram com os de Rafael, um homem de presença magnética, tatuagens subindo pelos braços musculosos. Ele sorriu, um sorriso de quem sabia exatamente o que queria.
— Vejo que não és de rodeios. Gostas de ir direto ao ponto, não é? — disse ele, a voz grave, aproximando-se com uma confiança que quase a irritou.
— E vejo que tu és do tipo que acha que pode conquistar qualquer uma com um sorriso. Engana-te comigo e vais-te arrepender — retrucou Mariana, os olhos brilhando com um misto de desafio e curiosidade, enquanto tomava um gole do vinho.
Rafael riu, inclinando-se mais perto, o calor do seu corpo quase palpável. — Não quero conquistar, quero provar. E algo me diz que tu também estás a morrer por um desafio.
Ela arqueou uma sobrancelha, o coração acelerando, mas a mente afiada. — Provar? Cuidado, Rafael. Eu não sou um troféu para pendurares na parede. Se queres jogar, joga bem, porque eu não perco.
O ar entre eles crepitava, carregado de tensão sexual. Ele passou a mão pelo queixo, os olhos fixos nos dela. — Então mostra-me como jogas, Mariana. Estou todo teu... por agora.
Ela sorriu, um sorriso perigoso, e levantou-se, aproximando-se até os seus lábios quase se tocarem. — Vem comigo. Vamos ver quem cede primeiro.
Saíram do bar, o frio da noite contrastando com o calor que crescia entre eles. Num beco escuro, longe de olhares curiosos, Mariana empurrou-o contra a parede, as mãos firmes no seu peito. — Achas que me vais dobrar? — sussurrou ela, a voz rouca, enquanto os dedos deslizavam pelo colarinho da camisa dele.
— Dobrar? Não, querida. Quero-te selvagem — respondeu ele, puxando-a pela cintura, os corpos colados. Sentia-o já duro contra si, e um calor úmido começou a crescer entre as suas pernas. A respiração dela ficou mais pesada, o desejo a consumir.
Os lábios finalmente colidiram, um beijo feroz, cheio de fome. As mãos dela exploravam o corpo dele, enquanto as dele desciam, apertando o seu rabo com força, fazendo-a soltar um gemido baixo. Estavam ambos suando, ofegantes, a pele ardendo de tesão. Ela sentia-se molhada, quase pingando de desejo, enquanto ele sussurrava contra o seu ouvido: — Quero-te agora, Mariana. Toda.
E naquele momento, com o mundo a desaparecer ao redor, ela sabia que não haveria volta. O jogo só estava a começar.
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