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Terapia de Desejo

Terapia de Desejo

Capítulo 1: Confissões e Chamas

André entrou na sala de fisioterapia com o habitual sorriso tímido, o corpo ainda dorido do treino da véspera. Helena, a fisioterapeuta de olhar penetrante e curvas que não passavam despercebidas, estava junto à janela, o rosto carregado de uma melancolia que ele nunca vira antes. Enquanto André se deitava na marquesa, de costas viradas para cima, sentiu o peso do silêncio entre eles.

'Estás bem, Helena? Pareces... distante,' perguntou ele, a voz abafada contra o tecido da marquesa.

Helena soltou um suspiro pesado, cruzando os braços. 'Descobri que o meu ex me traiu. Um mês inteiro a viver na mentira. Sinto-me uma idiota por não ter visto os sinais.'

André virou ligeiramente a cabeça, tentando captar o olhar dela. 'Ei, não te culpes. Esses gajos não valem o teu tempo. E olha, tudo o que falamos aqui fica entre estas quatro paredes. Confiança total.'

Ela esboçou um meio sorriso, amargo mas grato. 'Obrigada, André. És um fixe. Sabes, às vezes acho que sou eu que preciso de terapia, não tu.'

Ele riu baixinho. 'Se te faz sentir melhor, confesso uma coisa: nunca tive namorada. Nem... sabes, experiência. Sou virgem.'

Helena arqueou uma sobrancelha, surpresa, mas havia um brilho nos olhos dela, algo que André não conseguiu decifrar. 'A sério? Um rapaz como tu? Bem, isso é algo que se resolve.' Ela fez uma pausa, o tom mudando para algo mais afiado, quase provocador. 'Aguenta aí cinco minutos. Já volto.'

André ficou confuso, mas assentiu, ouvindo os passos dela a afastarem-se. O que raio estava ela a planear? Sentiu um formigueiro de curiosidade, misturado com um nervosismo que não conseguia explicar.

Quando Helena voltou, trazia uma energia diferente, uma determinação que parecia incendiar o ar da sala. 'Levanta-te, André,' ordenou ela, a voz firme, mas com um toque de sedução que o fez estremecer.

Ele obedeceu, virando-se para a outra marquesa onde Helena estava... e o coração dele quase parou. Ela estava sentada, as calças e cuecas descidas até às sapatilhas, as pernas abertas de forma descarada, revelando um vislumbre da sua intimidade. André sentiu o sangue a pulsar nas veias, o corpo a reagir instantaneamente.

'Queres aprender algo novo hoje?' perguntou ela, os olhos brilhando com um desafio. 'Mergulha aqui. Mostra-me o que tens.'

André engoliu em seco, mas não hesitou por muito tempo. Aproximou-se, quase hipnotizado, ajoelhando-se diante dela. O cheiro dela, doce e inebriante, envolveu-o enquanto a sua boca encontrou a pele quente e macia. Ele começou devagar, explorando, sentindo-a tremer sob os seus lábios. Helena soltou um gemido baixo, a mão dela agarrando o cabelo dele com força.

'Isso, rapaz... não pares,' murmurou ela, a voz rouca de desejo. 'Usa essa língua como se soubesses o que estás a fazer.'

Ele obedeceu, movendo-se com mais confiança, sentindo-a ficar cada vez mais molhada, o corpo dela a arquear-se contra ele. 'Caralho, Helena, estás tão... tão boa,' murmurou ele entre lambidas, a respiração já ofegante.

De repente, ela puxou-o para cima, os olhos faiscando de urgência. 'Quero-te dentro de mim. Agora.' Sem esperar resposta, pegou num preservativo que tinha ao lado – quando raio ela comprara aquilo? – e rasgou a embalagem com um movimento rápido. André sentiu o coração a bater descontrolado enquanto ela deslizava o preservativo sobre o seu membro, já duro como pedra.

'Vamos lá, não me faças esperar,' disse ela, deitando-se na marquesa, as pernas abertas, a cona brilhando de desejo, molhada e convidativa. André posicionou-se entre as coxas dela, uma mão na anca dela, a outra guiando o seu pau até à entrada. A sensação ao entrar, pela primeira vez, foi avassaladora – apertada, quente, húmida, como um abraço que o sugava para dentro.

Ele gemeu, os olhos quase se fechando com o prazer. 'Foda-se, Helena... isto é... demais.'

Ela riu, um som baixo e provocador. 'Vai devagar, ou vais-te vir num segundo. Quero sentir-te bem.'

André assentiu, movendo-se com cuidado, entrando e saindo num ritmo torturantemente lento, cada estocada enviando ondas de êxtase pelo seu corpo. Mas Helena não estava satisfeita. 'Mais rápido, André. Não sou de porcelana. Fode-me como deve ser.'

As palavras dela foram como gasolina numa fogueira. Ele acelerou, os corpos colidindo com um som de pele contra pele, o suor começando a formar-se na testa dele, a respiração dela tornando-se ofegante. Ele sentia o clímax a aproximar-se, inevitável, enquanto a cona dela o apertava, pulsando à volta do seu pau. 'Helena, eu... eu não aguento mais,' gemeu ele, antes de se vir com um grunhido, o corpo tremendo de prazer.

Ela sorriu, satisfeita, enquanto o puxava para um beijo feroz. 'Primeira lição concluída. Mas temos muito mais para aprender.'

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